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A ANUNCIAÇÃO DA UMBANDA DE 1908 E A SUA PRELIMINAR FORMAÇÃO SOBRE O CAVALEIRO EM 1630

há 4 dias
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Atualizado: há 8 horas




A Umbanda foi anunciada em 15 de novembro de 1908, numa data simbólica: Proclamação da República.


Já a obra O Cavaleiro da Estrela Guia se passa em 1630, portanto, é muito anterior à anunciação da Umbanda ocorrida com Zélio Fernandino de Moraes na incorporação do Caboclo das 7 Encruzilhadas da Federação Espírita em Niterói- RJ (mais detalhes ficará pra outro artigo).


E não é só


Há de considerar que o propósito do conteúdo desta obra é verdadeiramente demonstrar a preliminar formação da Umbanda. A mãe de santo Mãe Silvia Garcia do canal Círculo de Estudos – Caminhos da Umbanda ensina (CÍRCULO DA UMBANDA,2016, parte 2, min 31):


Aqui é muito anterior à umbanda, a gente tá falando de 1630 e vocês vão observar que já havia Umbanda. Não com este nome, já era a forma de Umbanda. Este livro na verdade é pra gente observar literalmente a história das raízes da Umbanda com preto velho e caboclo .


No contexto literário, verificamos Simas tendo contato com dois arquétipos em determinada parte da obra (preto velho, caboclo) e um padre (o catolicismo). Esse contato ocorre no plano terrestre (SARACENI, 2026).


Simas migra para o Brasil doente em virtude de uma série de caridades que realizou nas pessoas e invejosos jogavam magia negativa nele. Então, conhece João de Mina: um negro, velho e escravo. Logo, um preto velho por excelência!


Mãe Garcia nos explica que a atitude de João de Mina na cura de Simas (cheio de chagas) é em conformidade com o que os pretos-velhos faziam e fazem modernamente:


Enquanto você dormia, eu preparei ervas, chás e orei ao Senhor dos Mortos para te curar. (...) Você não caiu, não morreu, por causa da tua estrela. Tuas chagas eram fruto de magia negra, magia não praticada nesta terra (Brasil). Fiz despachos a quem era de direito e oferendas para quem te auxiliasse.


Os pretos-velhos nos ensinam sobre macerar ervas, fazer chá, indicações de banho e a linha dos preto-velho na Umbanda é regida por Obaluaê. Portanto, lá atrás (antes de 1908) já havia uma raiz. Mãe Garcia ensina que João de Mina além de ser um preto velho encarnado, iniciou a falange preto-velho “de Mina” em vida (CIRCULO DA UMBANDA, parte 2, 46 min).


Retomando a obra literária, Simas (que já foi padre) acaba conhecendo um padre jesuíta o qual leva a uma aldeia indígenas. Isto posto, o arquétipo dos caboclos são apresentados a Simas em que ele se depara com uma situação desafiadora no campo da cura espiritual – um pajé e um cacique estavam doentes por feitiços na região.


Em continuidade, diante do aprendizado que adquiriu com João de Mina, Simas põem em prática a cura necessária sobre estes líderes índígenas e na presença do padre. Além disso, ele por permanecer dias na aldeia e conseguir curá-los, acaba ensinando o pajé Anhanguára rituais africanos em benefício dos índios, de modo a formalizar uma integração cultural, religiosa e social (CAMINHOS DA EVOLUÇÃO, 2026).


Essa sincronia também se observa a denominação de “Deus” para deferentes civilizações. Em enorme gratidão à cura, os indígenas pedem que Tupã o abençoe. Mãe Silva ensina a existência de pontos na umbanda denominando Deus, como “Olorum”, “Zambi”, “Tupã” e essa multiplicidade faz parte da religião. (CAMINHOS DA EVOLUÇÃO, 2026, parte 2 ,13 min.)


A instituição educacional e religiosa denominada “Ordem Mágica Caminhos da Evolução” nos brinda com um artigo denominado O Cavaleiro da Estrela Guia: Um Prelúdio Umbandista apontando no mesmo sentido de nosso site, qual seja, nosso livro apresenta a formação inicial da umbanda


E o que pretendo, neste artigo, é realizar um breve comentário acerca de uma obra de sua autoria, publicada pela Madras Editora, que é, em minha opinião, basilar para a Umbanda:“O Cavaleiro da Estrela Guia- A Saga Completa” Tudo isso, porque, neste livro, que retrata uma história real passada em Pernambuco, no século XVII, encontramos elementos sociais, culturais e religiosos que, mais tarde, foram fundamentais para a formação umbandista.


“Um prelúdio umbandista” é um subtítulo que traz, a nosso ver, a melhor definição desta obra, porque, encontrando-a localizada onde está no espaço e no tempo, podemos entender que o que hoje conhecemos como manifestação religiosa é fruto de um desenvolvimento milenar e que, naquele momento, começava a culminar naquela que hoje temos e praticamos como religião.


Por fim, o conceito preliminar da formação da Umbanda é passível de divergências. Muitos podem ignorar tal fase por considerar o livro apenas um romance, só uma saga mística ou valorizar apenas o aprendizado da anunciação com Zélio Fernandino de Morais. O que buscamos é apenas mostrar outra crença, outro aprendizado, outro despertar com a valorização de fatos anteriores à anunciação.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


CAMINHOS DA EVOLUÇÃO, Instituto Cultural – Ordem Mágica. O Cavaleiro da Estrela Guia um Prelúdio Umbandista. Acesso em 9/10/25: https://www.caminhosdaevolucao.org/o-cavaleiro-da-estrela-guia-um-preludio-umbandista/


CÍRCULO DE ESTUDOS – CAMINHOS DA UMBANDA. Youtube, 7 set. 2023. Disponível em: http://youtube.com/watch?v=OGP8jO-LYM4&t=1955s. Acesso: 9/10/26


SARACENI, Rubens. O Cavaleiro da Estrela Guia: a saga completa. São Paulo: Madras, 2019.

 
 
 

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