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A ESCRAVIDÃO NO BRASIL E O GRANDE GESTO CONTRÁRIO DO CAVALEIRO

há 9 horas
3 min de leitura

Vale do Paraíba 1885
Vale do Paraíba 1885

A história do Brasil colonial ocorreu entre os séculos XVI a XIX. Em 1534, quando o rei de Portugal D. João III dividiu o território em 14 capitanias hereditárias, a colonização efetivamente iniciou. A mão de obra escrava foi o pilar das relações de trabalho no período colonial (BRASIL, 2026).


Inicialmente os colonizadores portugueses se apropriaram da escravidão indígena por ser o povo nativo da região. A extração foi de pau-brasil, produção de açúcar, de tabaco e de algodão. Sendo esses elementos a base da economia brasileira, o país tornou-se o maior produtor mundial de açúcar na época (BRASIL, 2026). No final do século XII houve o declínio do açúcar e iniciou-se o ciclo do ouro.


A escravidão indígena foi dificultada, especialmente, pelas epidemias de doenças mortais causadoras de grandes baixas demográficas intensas as quais acarretaram em extinções de aldeias imensas. (BRASIL, 2026).


Essas epidemias esvaziavam costumeiramente engenhos de açúcar e necessitavam de substituição. Outra situação era a divergência entre a Coroa portuguesa que queriam-os integralmente para mão de obra ao passo que os jesuítas-missionários os queriam convertidos como súditos cristãos e atuantes no serviço escravo da coroa portuguesa. (BRASIL, 2026)


Em meados do século XVI com a expansão portuguesa, o tráfico de escravos negros africanos para o Brasil colonia passou a ser realizado para suprir essa mão de obra rotativa. Estima-se que 4 milhões de pessoas de origem africana foram escravizadas no país (BRASIL, 2026)


Final do século XVII por diversos fatores, entre eles, interesses do Reino Unido e a vinda da família real portuguesa estabeleceu-se a sede oficial do império português no Rio de Janeiro. Em 1815, d. João VI elevou o status do Brasil de colônia a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Em 1821, a Corte retornou para Portugal e D. Pedro I permaneceu no Brasil para governá-lo como regente (BRASIL, 2016).


Em 1822, sob a ameaça de perda parcial da autonomia política, líderes brasileiros convenceram D Pedro I a declarar independência, tornando-o imperador do Brasil. Infelizmente, o período imperial preservou por décadas a escravidão. Nosso país foi o último estado latino-americano a abolir a escravidão dentro das fronteiras iniciando com a Lei Eusébio de Queiróz que estabeleceu certos limites ao tráfico africano oriunda das pressões diplomáticas do Reino Unido.


Na mesma toada, em 1871 foi aprovada a Lei do Ventre a qual decretava que todos os filhos de escravos nascidos em território brasileiro a partir deste ano seriam livres. Em 1885, a Lei dos Sexagenários garantiu liberdade aos escravos com 60 anos de idade ou mais. (BRASIL, 2026)


SENADO DA ÉPOCA
SENADO DA ÉPOCA

E finalmente, em 13 de maio de 1988 foi aprovada a Lei Áurea que decretou a abolição imediata da escravidão no Brasil. Devido a ausência de D. Pedro II, a princesa Isabel de Orleans e Bragança substituiu o pai na abertura do ano parlamentar em 3 de maio de 1888 com o discurso que pedia o fim da escravatura (BRASIL, 2026).


Qual papel foi desempenhado pelo Cavaleiro na plena escravidão no Brasil?


A atuação de Simas neste ponto é marcante, pois ele exerce uma libertação prática e discreta dos escravos realizando a compra de engenhos (em plena época das capitanias hereditárias). Porém, ele não apenas adquire uma determinada propriedade e liberta os escravos juridicamente. Não! Simas na condiçã de dono dos engenhos transforma radicalmente a vida deles.


Em breve resumo, os negros expõem a dimensão de seus problemas e Simas ao descobrir as condições que os escravos passam, atua internamente nos engenhos fazendo uso da sua riqueza e suas relações com um padre para chegar ao governador da capitania.


Simas faz uso de uma estratégia com o político. Ele não destrói nacionalmente a escravidão no Brasil. Ele, no seu raio de alcance, entra no sistema adquirindo as propriedades, passa a controlar o destino dos escravos retirando-os do sistema de violência nos seus espaços.


Simas elimina o uso do tronco de suplício, pelourinho, chicote, o poder dos feitores, coloca os negros em posições de responsabilidade e estabelece uma relação baseada em confiança e proteção.


Para entender melhor a maneira como Simas conseguiu fazer com que os negros trabalhassem (e não se rebelassem contra ele) e como ele lidou com o governador-geral da capitania pernambucana, adquira o livro O Cavaleiro da Estrela Guia – A Saga Completa.



REFERÊNCIAS


BRASIL, Tribunal Superior do Trabalho. O trabalho Escravo no Brasil (15001888). Acesso: 3/10/26: https://www.tst.jus.br/memoriaviva/-/asset_publisher/LGQDwoJD0LV2/content/ev-jt-80-02


BRASIL, Senado Federal. Há 131 anos, senadores aprovam o fim da escravidão no Brasil. Acesso: 3/10/26, link: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2019/05/13/ha-131-anos-senadores-aprovavam-o-fim-da-escravidao-no-brasil


SARACENI, Rubens. O Cavaleiro da Estrela Guia: a saga completa. São Paulo: Madras, 2019.


 
 
 

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