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SÉCULO XX: OS ACONTECIMENTOS ESPIRITUAIS ANTECEDENTES À ANUNCIAÇÃO DA UMBANDA

há 48 minutos
4 min de leitura

O Cavaleiro da Estrela Guia (IA)
O Cavaleiro da Estrela Guia (IA)

Este espaço já contou que, no plano terrestre, sob Simas de Almoeda ocorreu o prenúncio da Umbanda na época das capitanias hereditárias: É Simas absorvendo a religiosidade católica com a africana e a indigena (SARACENI, 2019).


No plano espiritual e início do século XX, a obra também apresenta a outra parcela de introdução da Umbanda, explicando que houve uma organização espiritual para que a religião fosse cultuada com certos padrões efetivamente em nosso pais. É dito que uma célula astral da luz (Grande Oriente) convocou guardiões para auxiliar na implementação da religião no plano terrestre (SARACENI, 2019, p.597).


No início do século XX muitos guardiões receberam nova incumbência. Todo o Grande Oriente os convocou. As reuniões iriam acontecer por todo o astral do Brasil em auxílio dos guardiões. (pag 597)


Os indígenas estavam desaparecendo com a supremacia dos brancos, e os negros, oriundos da África, escasseavam, dando lugar aos europeus que aqui aportavam. Então, todo o potencial místico acumulado tinha de ser direcionado para um ritual de ligações com a natureza, tanto indígena como africana.


Portanto, a obra destaca que houve a união de seres celestiais em favor da Umbanda. E explica o motivo do lançamento de uma nova religiosidade em massa.


Milhares de iniciados na origem, espalhados por todo o planeta, uniram-se no novo ritual de culto à natureza, que nada mais era que a união do ritual africano e do indígena adaptados a uma sociedade católica apostólica romana tradicional. (pag 598)


Por que o lançamento do novo ritual de massa? Muito simples! Os europeus que aqui aportaram já há alguns séculos trouxeram consigo legiões de demônios que os tinham como Joguetes bem controlados. A ambição, o ódio, a inveja e a crueldade eram as portas das trevas que eles abriam com muita competência, graças ao mental eivado de ligações malignas.


Houve o ingresso de magos infiltrados em certas irmandades que não impediam o acesso de portas do inferno fossem abertas para seus objetivos obscuros. Tudo isso, mais o preconceito espírita, impedia que se combatesse o mal no plano terrestre. Muitos negros tentavam como podia, mas tinham o agravante de serem negros e pouco valorizados.


A obra nos informa que houve uma ordem superior do sétimo plano do astral. O que representa puramente e genuinamente uma ordem divina de Deus (SARACENI, 2019,p. 598):


Então veio a ordem do sétimo plano ou sétima esfera. A ordem foi direta e incisiva: Que o dom do oráculo desperte de forma maciça. Não importa como, mas façam-no despertar!


Diante disso, Simas narra algumas atividades como a configuração de sua falange de auxiliares à direita e à esquerda para o início do combate e essa foi a contribuição dos seus amigos para o nascimento da Umbanda.


Eu entrei com milhares de amigos que havia um dia tirado das trevas e enviado à Luz. Formávamos a falange de luz da Estrela Guia. Onde houvesse alguém com o nome Estrela incluído no seu, lá estava eu. Havia Estrelado Mar, Sete Estrelas, Estrela Matutina ou da Manhã, Estrela da Noite, Estrela Azul, Estrela Dourada etc. Esta tinha sido a contribuição dos meus amigos ao nascente ritual do culto à natureza: a Umbanda. Era a reunião dos sete pontos de força da natureza sob o comando dos magos, mestres, sábios, iniciados e sacerdotes que ainda se lembravam, sabiam como e ousavam iniciar uma nova religião, tão antiga quanto a própria humanidade.


Para atender a ordem divina, Simas durante o combate fez um gesto estratégico de comandante. Ele inseriu todos os seus auxiliares das trevas com as falanges de luz, pois era uma forma rápida de esgotar o carma deles e obter seres mais esclarecidos.


Neste movimento, eu incorporei (inseriu) todos os meus auxiliares nas trevas agregando-os às falanges de luz, que era uma forma rápida de resgatarem o pesado carma adquirido no passado, tanto longínquo como recente. Tudo caminhava assim, como caminha hoje e caminhará no futuro. O ritual do culto à natureza é eterno, nunca o eliminarão, ainda que o combatam fortemente.


Depois de algum tempo, a narrativa aponta certos avanços e, como característica, explica que os médiuns não eram grandes mestres do saber, apenas seres humanos com vontade de fazer caridade (SARACENI, 2019, p.599):


Nós, os iniciados na origem, não a negávamos e combatíamos os ma gos negros, feiticeiros e todos os outros com nossa tenacidade habitual (deformidade habitual). Os negros criaram a sua linha das almas; os iniciados, a linha do oriente; e os indígenas, a linha de caboclos. Tudo era harmônico, como hoje ainda o é.


Não tínhamos como auxiliares, no plano material, grandes mestres iniciados no ritual, mas, sim, seres humanos com uma vontade imensa de trabalhar em benefício da humanidade como um todo e dos seus semelhantes no particular.


Graças a Deus que continuam assim!


O livro continua informando acontecimentos benéficos e desafiantes. Para quem se interessar adquira a obra literária para obter mais aprendizados sobre a Umbanda.


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA


SARACENI, Rubens. O Cavaleiro da Estrela Guia: a saga completa. São Paulo: Madras, 2019.

 
 
 

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